Setembro Amarelo

[...] Tens, como Hamlet, o pavor do desconhecido? 

Mas o que é conhecido? 

O que é que tu conheces, 

Para que chames desconhecido a qualquer coisa em especial? 

Tens, como Falstaff, o amor gorduroso da vida? 

Se assim a amas materialmente, ama-a ainda mais materialmente:

 Torna-te parte carnal da terra e das coisas!

 Dispersa-te, sistema físico-químico

 De células noturnamente conscientes 

Pela noturna consciência da inconsciência dos corpos, 

Pelo grande cobertor não-cobrindo-nada das aparências,

 Pela relva e a erva da proliferação dos seres,

 Pela névoa atômica das coisas,

 Pelas paredes turbilhonantes 

Do vácuo dinâmico do mundo...

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