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Mostrando postagens de setembro, 2021

Minha medida (e um haicai)

 ... por vezes são apenas os erros que eu já cometi (aquilo que entendo por - meus - erros). Eles me fazer circular e caminhar, circular e caminhar, como a dança dos sistemas planetários. Se aprendo algo, não tem sido além dos meus diletantes interesses. Se me deparo com algo além de minhas expectativas (ou aquém), acovardo-me.  Onde a insatisfação reina, o eu umbigoide reclama, por vezes com uma justiça farisaica, uma hipocrisia bradada do sofá. Minha medida deveria ser soltar as amarras e viver, mas ainda não estou preparado a ir de encontro a um ideal incutido em meu corpo, em minha mente. (Talvez por isso a análise - psicanálise - não tenha dado certo. Talvez estivesse dando, mas foi necessário me acovardar para não enfrentar a liberdade de viver entre as faltas) Ainda sonho com o caminho, mas tenho medo de trilhá-lo. (Via láctea) olho para cima céu estrelado, caminho estrada romana

Setembro Amarelo

[...] Tens, como Hamlet, o pavor do desconhecido?  Mas o que é conhecido?  O que é que tu conheces,  Para que chames desconhecido a qualquer coisa em especial?  Tens, como Falstaff, o amor gorduroso da vida?  Se assim a amas materialmente, ama-a ainda mais materialmente:  Torna-te parte carnal da terra e das coisas!  Dispersa-te, sistema físico-químico  De células noturnamente conscientes  Pela noturna consciência da inconsciência dos corpos,  Pelo grande cobertor não-cobrindo-nada das aparências,  Pela relva e a erva da proliferação dos seres,  Pela névoa atômica das coisas,  Pelas paredes turbilhonantes  Do vácuo dinâmico do mundo...